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Windows 10 Sem Suporte: Guia Completo Pra Migrar Pro Linux Mint Sem Medo

O Windows 10 perdeu o suporte oficial em outubro de 2025. Se seu PC não roda Windows 11, veja por que o Linux Mint é a alternativa gratuita mais fácil e como migrar passo a passo.

por tecnologiaxt
Migração de Sistema ⏱ 21 min de leitura 🔄 Atualizado em Setembro/2026

Windows 10 Sem Suporte: Guia Completo Pra Migrar Pro Linux Mint Sem Medo

O Windows 10 perdeu o suporte oficial em outubro de 2025. Se seu PC não roda Windows 11, veja por que o Linux Mint é a alternativa gratuita mais fácil e como migrar passo a passo.

RC
Vamos entender o fim de suporte do Windows 10 e como migrar pro Linux Mint sem perder arquivo nenhum. Aqui é o Ronaldo Cardoso, do Tecnologia Moderna — conteúdo técnico, honesto e sempre gratuito.
Resumo rápido

Direto ao ponto — Windows 10 x Linux Mint:

  • Suporte ao Windows 10 terminou em 14/10/2025 — o PC continua funcionando, mas sem correção de segurança.
  • A Microsoft oferece o ESU até 12/10/2027, grátis (conta Microsoft/pontos) ou por US$ 30.
  • PC sem TPM 2.0 não roda Windows 11, mesmo com hardware bom — trava só de firmware.
  • Linux Mint é gratuito, roda no mesmo hardware antigo e tem interface parecida com o Windows.
  • Existe equivalente gratuito pra quase todo programa do Windows, e dá pra manter os dois sistemas em dual boot.
O prazo já passou, mas a dúvida continua

🐧 Windows 10 Sem Suporte: Guia Completo Pra Migrar Pro Linux Mint Sem Medo

Olá, eu sou Ronaldo Cardoso! O Windows 10 oficialmente parou de receber suporte da Microsoft em 14 de outubro de 2025. Se você ainda usa esse sistema — e é muita gente, como vou mostrar adiante — e o seu PC não atende aos requisitos do Windows 11 (aquele bloqueio chato do TPM 2.0), você está diante de três caminhos: pagar pela extensão de segurança da Microsoft, trocar de computador, ou migrar pro Linux. Neste guia eu foco no terceiro caminho, de forma bem prática: por que o Linux Mint é a distribuição mais recomendada pra quem nunca usou Linux na vida, e como fazer a migração passo a passo sem perder arquivo nenhum.

Resumindo antes de entrar nos detalhes: o suporte ao Windows 10 acabou em 14/10/2025. A Microsoft oferece uma extensão de segurança (ESU) até outubro de 2027, mas ela é paga (ou exige conta Microsoft ativa) e temporária. Pra PC que não roda Windows 11, o Linux Mint é hoje a alternativa gratuita mais madura e mais fácil de aprender pra quem vem do Windows.
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A data que já ficou pra trás

📅 Windows 10 Perdeu o Suporte — Data Oficial

A Microsoft confirmou e manteve a data: 14 de outubro de 2025 foi o último dia em que o Windows 10 (todas as edições domésticas, Home e Pro) recebeu atualização de segurança, correção de bug e suporte técnico oficial. Isso vale pro Windows 10 versão 22H2, a última que existiu — não tem versão mais nova esperando pra sair. O ciclo de vida do sistema, que começou em 2015, chegou ao fim depois de exatamente dez anos.

SituaçãoO que acontece
PC continua ligando normalmenteSim, sem nenhuma mudança perceptível no dia a dia
Recebe correção de falha de segurança novaNão, a partir de 14/10/2025 (exceto quem tem ESU ativo)
Programas antigos continuam abrindoSim, no curto e médio prazo
Antivírus de terceiros continuam funcionandoPor um tempo, mas cada fabricante define seu próprio prazo de suporte ao Windows 10

Ou seja: nada quebra da noite pro dia. O problema não é imediato, é cumulativo — cada mês que passa sem correção de segurança é uma falha nova descoberta e nunca mais corrigida na sua instalação, enquanto quem está no Windows 11 (ou já migrou pro Linux) continua recebendo proteção normalmente.

Você não é o único

🤷 Por Que Tanta Gente Ainda Está no Windows 10

Mesmo depois do fim oficial do suporte, uma fatia relevante dos PCs do mundo continuou rodando Windows 10 — e não é por teimosia. Os motivos mais comuns que aparecem nos comentários do nosso canal são bem consistentes:

  • O PC simplesmente não passa no requisito de TPM 2.0 exigido pelo Windows 11, mesmo tendo processador e memória RAM suficientes pra rodar bem no dia a dia.
  • Medo (às vezes justificado) de que o Windows 11 deixe a máquina mais lenta, especialmente em notebooks com HD mecânico ou pouca RAM.
  • Falta de orçamento pra trocar de computador só por causa de uma exigência de segurança de firmware que, na prática, não afeta o uso real da máquina.
  • Desconhecimento de que o suporte realmente acabou — muita gente só descobre quando já é tarde, porque o Windows não avisa de forma agressiva no dia a dia.

Se o seu caso é justamente "meu PC roda bem, só não passa no requisito de hardware do Windows 11", este guia foi escrito pensando exatamente em você. Antes de gastar dinheiro num computador novo só por causa de um chip de segurança, vale conhecer a alternativa gratuita.

PC antigo que não atende aos requisitos de TPM 2.0 do Windows 11
O que "sem suporte" significa na prática

⚠️ Os Riscos Reais de Continuar Sem Atualização

"Fim de suporte" não é um detalhe burocrático — é o momento em que o fabricante para de corrigir falhas de segurança descobertas depois dessa data. Isso é especialmente perigoso pra quem:

  • Usa aplicativo de banco, faz Pix ou digita senha de cartão pelo navegador do computador.
  • Guarda fotos, documentos e senhas salvas localmente, sem backup em nuvem.
  • Conecta o PC em redes Wi-Fi públicas com frequência (café, aeroporto, coworking).
  • Recebe e abre e-mails e anexos de fontes variadas no trabalho.

Vale reforçar: o risco não é "o PC vai parar de ligar" — é ficar exposto, sem defesa, a uma falha nova que um golpista descobrir daqui a alguns meses. Se você ainda depende do Windows 10 por qualquer motivo, complementa a leitura com o nosso guia de como instalar e configurar um antivírus gratuito — não substitui a atualização de sistema, mas reduz parte do risco enquanto você planeja a migração.

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A "prorrogação" oficial, se você não quiser migrar ainda

💳 A Extensão Paga da Microsoft (ESU)

A Microsoft criou o programa ESU (Extended Security Updates) pra quem precisa de mais tempo antes de migrar. Ele estende só as atualizações de segurança (nada de recurso novo, nada de suporte técnico completo) até 12 de outubro de 2027, e para o público doméstico existem três formas de ativar, com o mesmo nível de proteção em qualquer uma delas:

Forma de ativaçãoCusto
Sincronizar as configurações do PC com uma conta MicrosoftGrátis
Resgatar pontos do programa Microsoft Rewards1.000 pontos
Compra únicaUS$ 30 (ou equivalente em moeda local, mais impostos)

Um detalhe que passa despercebido: uma única licença ESU cobre até 10 dispositivos da mesma conta Microsoft, então quem tem mais de um PC velho em casa não precisa pagar de novo pra cada um. Ainda assim, o ESU é uma solução de transição, não permanente — em outubro de 2027 esse prazo também acaba, e a decisão de trocar de sistema (pra Windows 11, se o hardware permitir, ou pra Linux) só é adiada, não eliminada.

Cuidado com sites de terceiros vendendo "chave ESU" fora dos canais oficiais da Microsoft — a forma seguro de ativar é sempre pelas Configurações do próprio Windows 10, dentro do Windows Update, nunca por um link ou instalador baixado de fora.
Por que o Windows 11 recusa tanto PC "bom"

🔒 Por Que Seu PC Não Roda o Windows 11

A trava mais comum não é falta de processador ou memória — é o TPM 2.0 (Trusted Platform Module), um requisito de segurança de firmware que muitos PCs fabricados antes de 2016-2017 simplesmente não têm, mesmo tendo hardware perfeitamente capaz de rodar o Windows 11 no dia a dia. Os requisitos completos são:

RequisitoMínimo exigido pelo Windows 11
Processador1 GHz, 2 núcleos ou mais, 64 bits, de uma lista específica de modelos compatíveis
Memória RAM4 GB
Armazenamento64 GB livres
FirmwareUEFI com Secure Boot habilitado
TPMVersão 2.0 (chip físico ou por firmware)
Placa de vídeoCompatível com DirectX 12 / WDDM 2.0

Existem formas não oficiais de contornar essa checagem na instalação do Windows 11, mas a própria Microsoft avisa que PCs assim instalados não têm garantia de receber atualizações no futuro — ou seja, você trocaria um problema de suporte por outro, de forma menos previsível. Se o seu PC está nessa situação (hardware bom, mas travado pelo TPM), o Linux Mint aproveita 100% do processador e da memória que você já tem, sem esse tipo de barreira artificial.

Conhecendo o sistema recomendado

🌿 O Que É o Linux Mint, Afinal

O Linux Mint é uma distribuição Linux gratuita e de código aberto, construída em cima da base do Ubuntu (que por sua vez vem do Debian) — duas das distribuições mais testadas e documentadas do mundo Linux. Ele existe desde 2006 e, ao longo dos anos, se especializou em um objetivo bem específico: ser fácil pra quem está saindo do Windows, sem abrir mão de estabilidade e de suporte de longo prazo.

A versão padrão vem com o ambiente de desktop Cinnamon, que lembra bastante a organização visual do Windows tradicional: menu Iniciar no canto inferior esquerdo, barra de tarefas embaixo, relógio e ícones de sistema no canto direito, janelas com bordas e botões de minimizar/maximizar/fechar exatamente onde você já espera encontrar. Não é coincidência — é uma escolha de design deliberada da equipe do Mint pra reduzir o choque de quem vem de anos de Windows.

Área de trabalho do Linux Mint com o ambiente Cinnamon, parecido com o Windows
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A pergunta que mais recebo nos comentários

🎯 Por Que o Mint é a Recomendação Pra Quem Nunca Usou Linux

Existem centenas de distribuições Linux, e cada uma tem seu público. Pra quem está migrando do Windows pela primeira vez, sem experiência prévia de linha de comando, o Linux Mint se destaca por alguns motivos concretos:

  • Interface familiar — o Cinnamon reduz a curva de aprendizado logo no primeiro dia, sem precisar decorar atalho novo pra tarefa básica.
  • Detecção automática de driver e hardware — Wi-Fi, placa de vídeo, som e impressora costumam funcionar assim que a instalação termina, sem passo manual extra.
  • Central de programas gráfica — instalar e desinstalar software é clicar em um ícone e apertar "Instalar", parecido com uma loja de aplicativos, sem depender de terminal pra tarefa do dia a dia.
  • Comunidade enorme e fórum ativo — praticamente qualquer dúvida de iniciante já foi respondida em fórum, com instrução passo a passo.
  • Suporte de longo prazo — as versões baseadas no Ubuntu LTS recebem atualização de segurança por vários anos, então você não fica preso num ciclo curto de suporte de novo.

Se depois de se acostumar com o Mint você quiser explorar opções mais leves (pra notebook realmente antigo, com pouca RAM) ou mais customizáveis, vale conhecer o nosso comparativo de melhores distribuições Linux leves pra reviver PC antigo e o guia mais amplo sobre como instalar Linux pela primeira vez e qual distribuição escolher — mas pra 90% de quem está começando agora, o Mint continua sendo o ponto de partida mais seguro.

5 minutos que evitam perda de arquivo

✅ Checklist Antes de Migrar

Migrar de sistema operacional é mais tranquilo do que parece, mas backup nunca é exagero. Antes de colocar a mão na massa:

  1. Faça backup completo de Documentos, Desktop, fotos e downloads importantes — pra um HD externo, pendrive grande ou nuvem (Google Drive, OneDrive).
  2. Anote suas senhas e licenças de programas pagos que talvez precise reinstalar ou substituir.
  3. Exporte favoritos e senhas do navegador (Chrome, Firefox, Edge têm opção de exportar pra arquivo), já que o Linux usa o mesmo navegador normalmente, só que reinstalado do zero.
  4. Anote o nome exato do seu modelo de notebook ou placa-mãe, pra pesquisar compatibilidade de Wi-Fi e drivers específicos antes de instalar.
  5. Decida entre apagar o Windows 10 de vez ou manter os dois sistemas (dual boot) — se tiver dúvida, o nosso guia completo de dual boot Windows e Linux sem perder arquivos explica como manter as duas opções no mesmo PC durante o período de adaptação.
Dica de quem já ajudou muita gente a migrar: instale primeiro em modo "experimente sem instalar" (o Mint oferece essa opção direto do pendrive) por alguns dias, testando Wi-Fi, som e impressora, antes de apagar qualquer coisa do disco.
O primeiro passo técnico de verdade

💾 Como Criar o Pendrive Bootável

Pra instalar qualquer sistema operacional do zero, você precisa de um pendrive de pelo menos 8 GB (recomendo 16 GB pra sobrar espaço) preparado como "mídia de instalação". O processo tem três etapas, feitas ainda dentro do Windows 10:

  1. Baixe a imagem ISO oficial do Linux Mint direto do site oficial do projeto (linuxmint.com), escolhendo a edição Cinnamon de 64 bits — evite qualquer site espelho não oficial.
  2. Baixe um programa gravador de ISO em pendrive, como o Rufus (gratuito, leve, feito especificamente pra isso) ou o Etcher.
  3. Abra o Rufus, selecione o pendrive na lista de dispositivos, aponte o arquivo ISO baixado e clique em Iniciar — o programa formata o pendrive automaticamente e grava a instalação. Isso apaga qualquer arquivo que já esteja no pendrive, então confira antes se não tem nada importante ali.

O processo inteiro costuma levar de 10 a 20 minutos, dependendo da velocidade do pendrive. Ao terminar, você já tem uma mídia de instalação funcional — o próximo passo é reiniciar o PC com o pendrive conectado e entrar no menu de boot (geralmente apertando F12, F2, Esc ou Delete repetidamente logo ao ligar, dependendo do fabricante da placa-mãe).

Pendrive bootável conectado ao notebook para instalar o Linux Mint
Onde a maioria das dúvidas aparece

🗂️ Particionamento e Instalação Passo a Passo

Depois de dar boot pelo pendrive, o instalador do Linux Mint abre em modo "experimente" — você pode navegar pelo sistema rodando direto da mídia, sem instalar nada ainda, testando se tudo funciona no seu hardware. Quando estiver pronto pra instalar de verdade, clique no ícone "Instalar Linux Mint" na área de trabalho e siga o assistente:

  1. Escolha o idioma e o layout de teclado (português Brasil, na maioria dos casos).
  2. Marque a opção de instalar programas multimídia de terceiros, quando oferecida — isso resolve automaticamente suporte a formatos de vídeo e áudio que exigem licença.
  3. Na tela de tipo de instalação, você verá opções como "Apagar disco e instalar o Linux Mint" (mais simples, indicado se você já fez backup completo e não quer manter o Windows) ou "Instalar o Linux Mint ao lado do Windows 10" (cria um dual boot automático, perguntando a cada ligação qual sistema abrir).
  4. Confirme o fuso horário, crie seu usuário e senha, e clique em Instalar.
  5. Aguarde a cópia dos arquivos (costuma levar entre 15 e 30 minutos) e reinicie quando o instalador pedir, removendo o pendrive quando indicado na tela.
Se você optar por "apagar disco e instalar", essa ação é irreversível — todo o conteúdo do Windows 10 (programas, arquivos, configurações) é removido. Confirme o backup antes de marcar essa opção, sem exceção.
O PC ligou no Linux — e agora?

🚀 Primeiros Passos Depois de Instalar

Assim que o sistema reiniciar direto no Linux Mint pela primeira vez, existe uma pequena rotina inicial que vale seguir antes de qualquer outra coisa:

  • Rode o "Gerenciador de Atualizações" (ícone de escudo na barra de tarefas) e instale todas as atualizações disponíveis — o sistema recém-instalado sempre tem correções acumuladas desde que a imagem ISO foi gerada.
  • Conecte o Wi-Fi pelo ícone de rede, exatamente como no Windows.
  • Abra a "Central de Programas" e instale o essencial: navegador de preferência, LibreOffice (já vem instalado por padrão na maioria das versões), leitor de PDF, e qualquer programa específico que você usava antes.
  • Configure a impressora, se tiver uma — o Mint detecta a maioria dos modelos automaticamente via rede ou USB.

Uma observação importante pra quem estava acostumado a "formatar e reinstalar" sempre que o Windows ficava lento: no Linux, esse tipo de manutenção agressiva raramente é necessária. O sistema tende a manter o desempenho estável por muito mais tempo sem precisar de reinstalação completa.

"E os programas que eu já uso?"

🔄 Os Programas Equivalentes ao Que Você Já Usa

Essa é, de longe, a maior preocupação de quem migra: "meus programas do Windows vão continuar funcionando?" A resposta curta é: a maioria dos programas específicos do Windows não roda direto no Linux, mas existe um equivalente gratuito pra praticamente tudo que um usuário doméstico ou de escritório precisa no dia a dia.

No Windows você usaNo Linux Mint, o equivalente é
Microsoft Word / Excel / PowerPointLibreOffice Writer / Calc / Impress (já vem instalado)
Adobe PhotoshopGIMP
Windows Media PlayerVLC Media Player
Google Chrome / EdgeFirefox (padrão) ou o próprio Chrome, disponível pra instalar
WinRAR / 7-ZipGerenciador de Arquivos com suporte nativo a .zip e .rar
Antivírus tradicionalGeralmente dispensável no uso doméstico — o modelo de permissões do Linux reduz bastante o risco de malware comum de Windows

Se você quer se aprofundar só na parte de escritório, o nosso guia de como instalar o LibreOffice grátis e 100% original vale mesmo pra quem ainda está no Windows — é o mesmo pacote, funciona nos dois sistemas, e já ajuda a se acostumar com a interface antes de migrar de vez.

LibreOffice aberto no Linux Mint, alternativa gratuita ao Microsoft Office

Pra jogos específicos de Windows, a situação mudou bastante nos últimos anos graças a uma camada de compatibilidade chamada Proton — mas esse é um tema denso o suficiente pra merecer um guia próprio, que cobrimos com detalhe no artigo sobre a Steam Machine, SteamOS e o futuro dos jogos no Linux.

Você não precisa decorar tudo, mas ajuda saber o básico

⌨️ Comandos de Terminal Que Valem a Pena Aprender

Um dos maiores mitos sobre Linux é que é preciso usar terminal pra tudo. No dia a dia do Linux Mint, isso não é verdade — praticamente todas as tarefas comuns têm interface gráfica. Ainda assim, conhecer alguns comandos básicos ajuda bastante quando algo foge do padrão ou quando você segue um tutorial que pede um comando específico:

ComandoPra que serve
sudo apt update && sudo apt upgradeAtualiza a lista de programas e instala as atualizações pendentes
sudo apt install nome-do-programaInstala um programa pelo nome, direto do terminal
lsLista os arquivos da pasta atual
cd nome-da-pastaEntra em uma pasta
df -hMostra o espaço livre em disco, em formato legível

Se você quiser ir além do básico e realmente entender a lógica por trás do terminal, o nosso guia de comandos básicos do terminal Linux que todo iniciante devia saber detalha cada um desses comandos com exemplo prático — vale a leitura depois que você já estiver com o sistema instalado e rodando.

Erros que praticamente todo mundo comete na primeira vez

🐞 Dúvidas Comuns e Erros de Iniciante

Depois de acompanhar centenas de migrações nos comentários do canal, alguns erros se repetem com uma frequência alta o suficiente pra merecer destaque:

  • Não testar o modo "experimente" antes de instalar — pular essa etapa e só descobrir que o Wi-Fi não funciona depois de já ter apagado o Windows.
  • Esquecer de exportar senhas do navegador antes de reinstalar, tendo que redigitar tudo manualmente depois.
  • Achar que precisa aprender terminal antes de migrar — na real, dá pra usar o Mint no dia a dia inteiro só com interface gráfica, e aprender comando aos poucos, conforme a necessidade real aparece.
  • Instalar programa baixado de site desconhecido em formato .deb sem verificar a fonte — o mesmo cuidado que você tem com .exe suspeito no Windows vale igual no Linux.
  • Desistir no primeiro problema pequeno — como qualquer sistema novo, existe uma curva de adaptação de poucos dias; a maioria das travas de iniciante tem solução simples já documentada no fórum oficial do Mint.
Termos técnicos explicados

📖 Glossário Rápido

  • Distribuição Linux (distro): versão específica do sistema Linux, com seu próprio conjunto de programas, visual e política de atualização — o Mint é uma distribuição, assim como o Ubuntu.
  • ESU (Extended Security Updates): programa pago (ou gratuito via conta Microsoft/pontos Rewards) que estende atualizações de segurança de um sistema já fora do suporte padrão.
  • TPM 2.0: chip de segurança (físico ou por firmware) exigido pelo Windows 11, responsável por armazenar chaves criptográficas isoladas do sistema operacional.
  • Ambiente de desktop (Cinnamon): a "cara" visual do sistema — menus, barra de tarefas, janelas. O mesmo Linux pode rodar com ambientes diferentes.
  • ISO: arquivo único que contém uma cópia completa de um sistema operacional, usado pra gravar em pendrive ou DVD de instalação.
  • Dual boot: configuração em que dois sistemas operacionais (por exemplo, Windows e Linux) ficam instalados no mesmo PC, com uma tela de escolha ao ligar.
  • Terminal: janela onde comandos de texto são digitados diretamente pro sistema, alternativa (não obrigatória) à interface gráfica.
  • Repositório: "loja" oficial de programas de onde o Linux baixa e atualiza software de forma segura e verificada.
Perguntas Frequentes

FAQ

Quando exatamente o Windows 10 perdeu o suporte?

Em 14 de outubro de 2025. Depois dessa data, o Windows 10 não recebe mais atualização de segurança, correção de bug nem suporte técnico oficial da Microsoft (exceto quem ativou o programa ESU).

Meu PC vai parar de funcionar por causa disso?

Não. O Windows 10 continua ligando e funcionando normalmente. O risco é ficar exposto a falhas de segurança descobertas depois dessa data e nunca corrigidas na sua versão.

O que é o programa ESU e vale a pena?

É a extensão paga (ou gratuita, via conta Microsoft ou pontos Rewards) que estende atualizações de segurança do Windows 10 até 12 de outubro de 2027. Vale como solução temporária pra quem precisa de mais tempo antes de migrar, mas não é permanente.

Por que meu PC não consegue instalar o Windows 11?

Na maioria dos casos, por falta do chip TPM 2.0, um requisito de segurança de firmware que PCs fabricados antes de cerca de 2016-2017 costumam não ter, mesmo com hardware capaz de rodar o sistema tranquilamente.

Por que o Linux Mint é recomendado pra quem nunca usou Linux?

Porque sua interface (ambiente Cinnamon) lembra a organização do Windows tradicional, detecta hardware automaticamente, tem central de programas gráfica e conta com uma comunidade grande de suporte — reduzindo bastante a curva de aprendizado.

Vou perder meus arquivos ao migrar pro Linux Mint?

Não, desde que você faça backup antes e escolha a opção certa na instalação. É possível instalar mantendo o Windows 10 em dual boot, ou apagar tudo e usar só o Linux — a segunda opção é irreversível, por isso o backup prévio é essencial.

Preciso saber usar terminal (linha de comando) pra usar o Linux Mint?

Não. O uso diário — navegar na internet, usar escritório, ver vídeo, imprimir — é feito inteiramente por interface gráfica. O terminal é útil, mas opcional na maior parte do tempo.

Meus programas do Windows vão funcionar no Linux Mint?

Programas específicos do Windows geralmente não rodam direto, mas existe equivalente gratuito pra praticamente tudo (LibreOffice no lugar do Office, GIMP no lugar do Photoshop, por exemplo). Para jogos, a compatibilidade depende do título específico.

Teste seu conhecimento

🎮 Que tal testar o que você aprendeu?

Assim que você escolher uma resposta, ela trava — só reabrindo a página pra tentar de novo.

1. Em que data o Windows 10 perdeu o suporte oficial da Microsoft?

2. Até quando o programa ESU do Windows 10 estende as atualizações de segurança?

3. Qual é o requisito que mais impede PCs antigos de instalar o Windows 11?

4. Qual ambiente de desktop o Linux Mint usa por padrão, feito pra lembrar o Windows?

5. Qual programa é o equivalente gratuito ao Microsoft Office no Linux Mint?

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